Federação Nacional dos Jornalistas é firme ao defender o diploma para o profissional de Jornalismo
Praticar a função de jornalista sem possuir um diploma do curso. Esta é a atitude de muitos estudantes de Comunicação Social que cursam a faculdade de Jornalismo em todo o mundo e quando fazem estágio ou trabalho voluntário na área em que pretendem se formar. Mas atualmente essa é uma realidade que pode mudar se os apelos da comunidade acadêmica e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) não forem ouvidos pelas maiores autoridades do País.
Nesta semana, estudantes e profissionais de Jornalismo de todo o Brasil fizeram manifestações públicas em favor da Lei de Imprensa, que regulariza a atividade de Jornalista a partir da obtenção do diploma. Alguns dos argumentos a favor da desregulamentação da profissão é o de que existem inúmeros profissionais da comunicação que trabalham bem, mas que não são formados na universidade pela profissão que praticam. Apesar disso, a presidente da FENAJ, Beth Costa, é convicta em sua posição em relação ao assunto, e diz que a desregulamentação da profissão é algo inconcebível para a qualidade da Comunicação Social no Brasil. “Mesmo onde a obrigatoriedade do diploma não existe, como em países europeus, cresce o número de escolas de jornalismo. É por isso que o Conselho Europeu de Deontologia (dever-ser) do Jornalismo, aprovado em 1993, estipulou, em seu artigo 31, que os jornalistas devem ter uma adequada formação profissional. E que surgem, a cada ano, em muitos países, documentos reforçando a necessidade de formação na área”, citou ela em carta oficial.
O fato é que o jornalismo, assim como qualquer área de atuação profissional, possui uma teoria e prática existente em livros e cursos que, senão fora da faculdade de Comunicação Social, podem ser objeto de estudo e atividade de qualquer pessoa autodidata. Mas, como toda profissão, desde um professor do primário até o cirurgião cardiologista, a formação acadêmica é a mínima garantia de que o profissional está apto a praticar o seu trabalho de forma perfeita e segura para aqueles que forem receber o fruto desse exercício. Comparando-se à Medicina, paciente e leitor de jornal estão na mesma barca: esperando e merecendo a melhor qualidade no trabalho do seu médico e do jornalista que lhe traz as notícias diariamente.

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